Boris Vian, nasceu em 1920. Exerceu múltiplos ofícios, entre os quais, engenheiro, inventor, músico, crítico de jazz, poeta, romancista, cenarista, autor dramático, tradutor, cronista, interprete das suas próprias canções e ainda actor. Entre as suas obras mais conhecidas, incluem-se A espuma dos Dias (1953), O Arranca Corações (1953, uma obra prima), O Outono em Pequim (1956) e Irei Cuspir-Vos nos Túmulos (1973, ano em que foi editado, escrito sob o pseudónimo de Vernon Sullivan). Este grande artista de múltiplos ofícios morreu em 1959, quando tinha apenas trinta e nove anos.
«"Parece-me estar definitivamente assente que as crianças de tenra idade e as crias dos animais mamam em tudo o que lhes venha à boca, devendo-se, pois, ensiná-las a mamar no devido lugar."
Lord Raglan, O Tabu do incesto, Payot, 1935, pág. 29»
"Um 975, que vinha a passar em sentido contrário, esmagou-o complacentemente para lhe acabar com o sofrimento; viu-se que tinha acabado de comer morangos."
Boris Vian, O Outono em Pequim, Clássicos Contemporâneos, 1956, pág. 7
Um paraíso de citações, um sorver radiante de palavras... folhas e capítulos, assim caracterizo eu a leitura da bibliografia de Boris Vian. Um escritor excelente, divinal até. Poucos conseguem escrever de tal maneira, juntando o sarcasmo, a crítica e o dia-a-dia de uma forma interessante e divertida.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
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